sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011


Apesar de vivermos num mundo extremamente violento, sabemos que haverá sempre espaço para o amor, carinho, sensibilidade e respeito pelo próximo.
Espero que neste mundo, encontremos momentos de paz, ternura, que nos façam repensar que ainda temos muitas coisas belas que nos rodeiam, e podemos encontrar a felicidade, confiando na nossa capacidade de Amar .
Amo a minha familia, profissão!!! Amo o que faço!!!
Abraço,
Hernando

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Quando ir num Posto de saude e no Pronto Socorro.

Bom dia amigos,


Diariamente assistimos diversos noticiários a respeito da peregrinação da população à procura de um atendimento médico.É o que acontece em todo território nacional.
Esta semana resolvi escrever sobre a diferença do atendimento na Unidade Básica de Saúde ( posto de saúde) e o Pronto Socorro.


Apesar de os dois serviços terem suas características bem definidas, a população não faz distinção e acha que o importante é chegar até o médico, não importando que as suas funções sejam diferentes.


Uma parte da população não sabe desta diferença de atendimento; outra parte, sabe, mas, não segue a risca esta diferença por inúmeros motivos, sejam pela praticidade de chegar ao pronto socorro e já ter sua ficha clinica feita na hora, ou pelo fato de ir até um posto de saúde e encontrar inúmeras filas para agendamento e/ou encaixe para atendimento médico.


Uma campanha orientando as pessoas por parte de nossos políticos, ajudaria a esclarecer e ensinar a população a utilizar o sistema de saúde corretamente. Sabemos que através de campanhas educativas conseguimos, por exemplo, reduzir o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas; orientação quanto ao sexo seguro com uso de preservativos; combate a dengue, etc.


Os políticos tem que oferecer alternativas seguras de atendimento ambulatorial na rede publica, não permitindo que haja falta de profissionais, assim como, o suprimento efetivo de medicamentos na farmácia básica.

A realidade é que o sistema de saúde brasileiro necessita, de uma atuação mais efetiva das autoridades investidas na responsabilidade de fazer com que o SUS cumpra as metas para o que foi criado.

As diferenças serão abaixo citadas por mim.


Os postos de saúde municipais fazem o atendimento ambulatorial, ou seja, aqueles casos que podem ser resolvidos sem correria, envolvendo exame clínico, exame físico, pedidos de exames laboratoriais, exames complementares (raios x, ultrassonografia, tomografia computadorizada, eletrocardiograma, etc.).
Nestas Unidades básicas de saúde há uma maior interatividade entre o médico e o paciente devido às condições de intimidade que o consultório médico oferece, deixando tanto o profissional quanto o paciente mais à vontade. Existe uma ficha em que consta todo o histórico médico do paciente, o que vem a facilitar a evolução do seu caso numa consulta posterior.


Neste contato é detectada, muitas vezes, a necessidade de se fazer um encaminhamento a um especialista de outra área, com um posterior retorno para acompanhamento do caso até o seu desfecho. Assim, se estabelece uma cumplicidade produtiva.


Já o atendimento realizado no pronto-socorro é mais impessoal e objetivo. Em muitos casos, o paciente está numa situação crítica, com dor, febre, falta de ar ou até mesmo inconsciente. A consulta, muitas vezes, é feita na presença de outras pessoas. Há necessidade de se fazer uma assistência mais efetiva, sem muitas perguntas e focar a atenção na sua patologia básica.


Também não há uma ficha com o histórico do paciente, o que impossibilita a existência de qualquer vínculo entre médico e paciente além da consulta ocasional. Assim, após passar pelo pronto-socorro o paciente deverá retornar ao ambulatório para que seja dada sequência ao seu tratamento.
Temos também aquela população que procura o pronto socorro, pois, depois de inúmeras idas aos postos de saúde são informados que não há médicos para realizar os atendimentos.

Observamos que a população não sabe também distinguir um caso de urgência, chegando ao hospital com queixa de gripe, dores lombares há vários anos, etc
Assim, os gripados querendo atestado médico vão sendo atendidos e os infartados, crises de epilepsia, diabetes descompensadas, vão aguardando na fila .

Meu intuito foi o de exemplificar as diferenças entre estas duas redes de atendimento público da área da saúde, assim vocês ,meus amigos, poderão em caso de necessidade procurarem o local correto para que, nós medicos, cuidemos de vocês. Vale lembrar que a auto-medicaçao atrapalha na analise do quadro clinico do paciente.

"A saúde é o resultado não só de nossos atos como também de nossos pensamentos."(Mahatma Gandhi)
Bom final de semana a todos.
Que Deus abençoe

Dr. Hernando Aquino.
Clinica medica e anestesiologista.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Saude: O melhor é previnir.

Quando o assunto é nossa saúde, cada vez mais precisamos conjugar o verbo prevenir. Todos sabem que as chances de cura aumentam à medida que a descobrimos o mais cedo possível a doença. Isso é notório.
Mas você busca, em sua agenda lotada de compromissos, um horário para seus exames de prevenção? Se você balançou a cabeça negativamente, este é o momento de rever sua escala de prioridades. Do mesmo modo que nos programamos para a rotina de trabalho, precisamos adotar uma disciplina para a realização de consultas e exames. Por outro lado, se for surpreendido por uma doença, é preciso estar também preparado.
Isso é possível a partir de uma atitude mental positiva, de esperança na superação da patologia.

Estudos científicos demonstram que pessoas em grupos de pesquisa selecionadas para tomar medicamentos com placebo apresentaram melhora. Sem a existência do princípio medicamentoso, o pensamento moldado em otimismo e esperança operou verdadeira revolução. E, mesmo que você não consiga deixar o pessimismo de lado, é preciso também contar com a ajuda de grupos de apoio que mostram exemplos de pessoas que, de maneira igual, também passaram por tal situação. Como somos egoístas na dor, fazer parte de grupos de apoio nos ajuda a enxergar outras pessoas que estão no mesmo barco.

Algumas vezes estamos mais “elétricos”, outras mais lentos. No entanto, temos um ritmo próprio, adaptável às diversas situações de vida, mais flexível ou não dependendo de como somos. A atenção a este ritmo próprio e pessoal é uma das variáveis que nos permite estar bem ou não conosco mesmos. O processo de saúde ou doença que criamos depende diretamente de como nos relacionamos com nosso próprio ritmo e também do respeito a ele. A doença surge muitas vezes como um alerta do corpo à necessidade de mudar o ritmo. Os sintomas nunca são puros sintomas, senão amostras de algo maior que nos está acontecendo. Funcionam como um alerta àqueles que aprendem a ouvi-lo.

O corpo é um grande sábio. O nosso único mal é que somos educados de modo a não ouvi-lo ou respeitá-lo. E assim, nosso ritmo que está bem dentro de nós é desrespeitado a cada momento, criando novos desequilíbrios e doenças (físicas, emocionais ou mentais). Porém, após as nuvens pesadas que anunciam a chegada da tempestade – no caso as doenças – sempre aguardamos um céu limpo, que se traduz na superação de nós mesmos.

E , alem de tudo isto, temos que ter Fé! Independente da religião.
Boa semana a todos,
Dr. Hernando Aquino